Arteterapia

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“Deixe a arte chegar e desabrochar você”

A arteterapia surgiu como campo de pesquisa em meados da década de 50 a partir dos estudos e práticas da psicologia, psiquiatria e arte-educação. Esta acredita na criatividade como essencial para o desenvolvimento saudável do ser humano. A partir de experiências na escola Walden, Margareth Naumburg percebeu as potencialidades terapêuticas da arte e iniciou pesquisas científicas nesta área dando consistência a esta prática. Sem esquecer que a arte e seu potencial terapêutico estão presentes na história da humanidade desde tempos remotos.

É um método que produz de forma lúdica vivências que são ao mesmo tempo estéticas e terapêuticas. Qualquer recurso artístico pode ser utilizado como artes plásticas, teatro, dança, fotografia, performance, poesia e etc…Mas o que a arte tem de especial para ser terapêutica?

A arte tem a qualidade de acessar os nossos sentimentos de maneira direta no aqui e agora. Por exemplo, quando lemos a palavra casa entendemos o que ela significa, mas quando vemos uma foto de uma família entrando pela primeira fez na casa que tanto sonhou os afetos que se conectam com a imagem se revelam e podem ser expressados, compreendidos, cuidados, ressignificados ou o que mais a pessoa precisar.

Através do empoderamento, de poder criar e experimentar, a arteterapia é um convite para sermos artistas da nossa própria vida. Oferece a oportunidade de recriar-se e significar o mundo integrando conteúdos polares como reais e imaginários, conscientes e inconscientes, mobilizando assim energia para a ação em prol dos nossos desejos. É deixar fluir nossa capacidade de autorregulação, nosso ajustamento criativo que é constantemente suplantado pela excessiva racionalidade do contexto contemporâneo em que vivemos.

Referências:
Ciornai,S. Percursos em Arteterapia. São Paulo: Summus, 2004/2005, v. 1, 2 e 3.
Duarte Junior, J. F. Por que Arte-educação? Campinas: Papirus, 1996.