Danças circulares

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“ Onde as pessoas dançam umas com as outras, elas se educam e se formam a si mesmas.” Bernad Wosien

A proposta das danças circulares foi resultado da pesquisa do bailarino Bernhard Wosien sobre danças folclóricas e étnicas da Europa central e oriental. Ele vislumbrou o potencial destas manifestações artístico-culturais como recursos para a área da educação e saúde.

Reúne danças tradicionais e contemporâneas, inspiradas nas simbologias tradicionais, na sua maioria em roda. São danças intencionais que evocam a manifestação do seu propósito através dos gestos e cantos que reverberam no nosso ser integral.

“Pela Dança, o homem reage no mundo exterior e tenta aprender os fenômenos do universo. Nessa tentativa, ele se aproximou cada vez mais de seu ser mais profundo (…). Dançando, o homem transcende a fragmentação, esse espelho partido, cujos pedaços representam as partes diversas do todo. Enquanto dança ele percebe novamente que é uno com seu próprio eu e com o mundo exterior. Quando atinge tal nível de experiência profunda (…) o homem descobre o sentido da totalidade da vida.” (Marie-Gabriele Wosien, citado por Eid, 2002 [1])

Presente em todas as culturas pesquisadas, transmitidas através da experiência, essas danças enaltecem a força de um grupo, sua união, apoio mútuo, confiança e a importância de cada um para tornar possível a roda. Além de exercitar a coordenação motora, a consciência integral, o contato com a sabedoria de diferentes culturas, é considerada uma prática integrativa.

Referência Bibliográfica:
[1] Eid, M. M. A. Danças Circulares: um caminho para a cura. In: Ramos, R. C. L. Danças Circulares Sagradas: Uma proposta de educação e cura. São Paulo: TRIOM, 1998.